Nota Deish

por llforbes

Toda essa criatividade houdiniana do governo do DF nos últimos dias me fez pensar em um artigo recente do Daniel Piza chamado “Republica em Sombras”, sobre os 120 anos da proclamação da República, dia 15 de novembro agora — “O ponto é que o regime republicano implica que aqueles que estejam em cargos de autoridade sejam ainda mais responsáveis com o que fazem e dizem”. O trecho é conceitualmente correto, mas o problema, no meu ponto de vista, é que o buraco é muito mais embaixo — em geral, e deixando de lado a pandemia de mau-caratismo e cara de pau que rola por aqui, os políticos no Brasil estão a anos luz de saber o que implica “ser uma república” (ali, um wiki, caso algum político entre por engano neste blog) ou, menos ainda, o que seria agir com responsabilidade, mesmo que nos padrões esperados de um cidadão comum (e aqui, uma analogia em dois outros wikis, em inglês, sobre os conceitos de standard of care e reasonable person, para o improvável caso do nosso representante ainda estar nesta página). Infelizmente, a meu ver, a política no Brasil nada mais é do que um grande (o maior?), coletivo e legitimado exemplo de ignorância em ação. (E ai fico só imaginando que no quesito “terrível” Goethe nos daria um belo deish, no-ta-deish, com direito a pegadinha no placar eletrônico, no melhor estilo Nadia Comaneci nas barras assimétricas.)
Detalhe: Caso o deputado distrital Sidney Patrício, segundo ou terceiro, acho, na “linha de sucessão”, venha a assumir o governo do DF, será provavelmente a segunda vez na história em que um cabo do exército assume um governo. Sendo que na primeira vez o resultado foi um tanto quanto “holocáustico”, if you now what I mean. Que sirva de aviso.
Em tempo: Achei ótima a piada do Robin Williams.
Laura